AFF Fiction Portal
GroupsMembersexpand_more
person_addRegisterexpand_more

O Drag�o e a Sereia

By: Bewinha
folder Misc. Non-English › Harry Potter
Rating: Adult
Chapters: 4
Views: 797
Reviews: 0
Recommended: 0
Currently Reading: 0
Disclaimer: I do not own the Harry Potter book and movie series, nor any of the characters from it. I do not make any money from the writing of this story.
arrow_back Previous

4

4



“Finalmente!” Pensou Ariel ao sair da cama. Tinha passado o dia todo a esconder, o melhor que pôde, a vontade que tinha, de que chegasse a noite. Também tinha evitado Flounder pois este não tinha parado de lhe mandar olhares reprovadores. Custou-lhe não falar com ele, mas ela não ia ceder em algo com o qual não concordava e do qual não queria abdicar. Os últimos vinte minutos, tinha-os passado quase à beira de um ataque de nervos. Era angustiante, ter de esperar que toda a gente se fosse deitar, para se poder escapulir pela janela.

A sereia olhou para trás e viu o palácio já muito longe e pequeno. Suspirou de alívio e voltou o olhar para a frente. Uns metros diante dela, estava Flounder. A sereia parou e pôs um olhar teimoso e determinado que convenceria até o mais malvado Devorador da Morte.

- Não me vais conseguir convencer. – disse aproximando-se do peixinho. Este deu um grande suspiro e olhou lentamente para ela.

- O que é que eu digo ao teu pai, se ele perguntar por ti? – A sereia percebeu imediatamente as tréguas do seu mais fiel amigo. Abraçou-o agradecida.

- Eu sabia que ias acabar por me entender.

- Não é exactamente isso mas, ... se não os podes vencer, junta-te a eles. Era isso, ou ficarmos sem nos falarmos até aos oitenta.

- Obrigada, mas agora tenho de ir. Ele já deve estar à minha espera.
- Espero que saibas o que estás a fazer.

- Não te preocupes. Nenhum mal há de vir disto.

Por alguma razão, aquela frase pareceu uma total mentira, a Flounder.

A sereia pôs a cabeça de fora de água, ansiosa por ver o jovem feiticeiro. E lá estava ele. Por momentos pareceu-lhe apreensivo, quase assustado, mas depois os seus olhos encontraram-na, e tudo se dissipou.

- Quem é que se atrasou desta vez? – disse, arqueando uma perfeita sobrancelha.

- Eu sou uma senhora. As regras obrigam-me a atrasar-me. E tu se fosses um cavalheiro, não farias nenhum comentário sobre o assunto. – disse em tom de brincadeira, fingindo estar ofendida.

- Tu não usas quase nada em cima! O que é que podes fazer, que demore remotamente algum tempo?

- Já experimentaste nadar com uma camisola vestida? Não é propriamente prático ou confortável.

- Ei, ... Eu não me estava a queixar! Antes pelo contrário, quanto menos usares mais eu gost... – Draco só conseguiu parar no fim da frase. “Boa! Antes não conseguia evitar insultá-la, agora, não consigo parar de fazer figuras tristes e de me embaraçar.” – Quer dizer... o que eu quero dizer é...

- O que tu queres dizer é...? – encorajou-o, a sereia. O seu coração batia a mil à hora, com algumas das hipóteses que ele poderia utilizar para acabar a frase.

- O... O que eu queria dizer é que... portanto, ...

Ariel estava tão entusiasmada, que nem se deu conta de que se ia aproximando cada vez mais do, aflito, jovem.

“Coragem Draco. Só tens de a beijar. Tão simples quanto isso.... É só inclinares-te e beijá-la.” O jovem engoliu em seco, nervosamente, respirou fundo e inclinou-se lentamente para a frente, fechando os olhos.

“Now’s your moment
Floating in a blue lagoon
Boy you better do it soon
No time will be better
She don’t say a word
And she won’t say a word
Until you kiss the girl”

Desta vez, porém, Ariel apercebeu-se do que ele pretendia fazer. O seu coração, que já batia depressa, aumentou, ainda mais, o seu ritmo cardíaco. A sua face ficou escarlate. Ele queria beijá-la!!! A sua face estava, agora, muito próxima da sua. Quando a sereia se preparava para fechar os seus olhos, ocorreu-lhe algo.

“Não é suposto tu quereres isto! Tens um noivo, lembras-te?” Pousando-lhe uma mão no peito (e ignorando o calafrio que sentiu) para o deter, a jovem tentou convencer-se de que estava a fazer o que era correcto. Draco parou, assim que sentiu a leve pressão que a mão da jovem exercia sobre o seu peito. A rejeição, no entanto, doeu muito mais do que ele alguma vez imaginara que fosse possível. Nem todas as derrotas frente ao Potter, nem a desonra do seu pai em Azkaban, nem mesmo a sua condição actual se podiam comparar a esta rejeição. Nem mesmo tudo isso junto, poderia igualar o sentimento de... derrota? Humilhação? Vergonha? Ele próprio não sabia que sentimento era. Nunca o tinha experimentado, ou, pelo menos, não nesta magnitude. Era simplesmente devastador. Corado e humilhado, manteve o seu olhar longe da rapariga.

“Ela deve estar a pensar que sou um convencido, pomposo, que julga poder seduzir quem quiser.... O que até certo ponto, é verdade.”

- Draco... – disse, suavemente a sereia, tentando ganhar a sua atenção. Este fez um ligeiro aceno com a cabeça para lhe dar a conhecer que a estava a ouvir mas recusou-se a olhá-la nos olhos. Ele ouviu-a inspirar fundo. – Eu estou noiva. – desta vez a sereia conseguiu a atenção que queria. A cabeça de Draco levantou-se, imediatamente, após a pequena mas poderosa frase.

- O quê? – perguntou incrédulo, pensando ter ouvido mal.

- Eu estou noiva. – repetiu ela, desta vez mais pausadamente.

- Noiva? Noiva... do género... comprometida para casar? – perguntou estupidamente.

- Conheces mais alguma definição de noiva? – perguntou Ariel, erguendo uma fina e delicada sobrancelha.

- N-não. – respondeu ele, começando a corar.

De repente, instalou-se um longo e desconfortável silêncio. Ambos os jovens, estavam demasiado absorvidos pelos seus pensamentos para se aperceberem disso. Cada um considerava o que aquela simples informação iria exercer sobre a sua relação. Draco achava-se um idiota por nunca ter posto a hipótese de ela já ter alguém especial. Um verdadeiro idiota mesmo! “Afinal de contas, ela é a perfeição em carne e osso! Não deve haver homem nenhum que não a queira.... E eu cheguei mesmo a pensar que... sou mesmo um idiota!”

Ariel, por outro lado, ponderava se devia dizer ou não, que o que mais desejava era poder começar aquele beijo... e nunca mais o acabar. “Não! O que é que estou a pensar! Se o beijar vai ser muito pior.... o noivado já me parece horrendo, do meu actual ponto de vista. Não quero tornar a perspectiva ainda pior.”

Ambos saíram do seu “transe” ao mesmo tempo.

- Quando é que casas?

- É por conveniência.

Disseram ambos ao mesmo tempo. Draco fez-lhe sinal para falar.

- Talaxio, o filho do príncipe Cianos, veio visitar-nos à cerca de dez anos atrás. Os nossos pais sempre foram bons amigos e como ambas as famílias são de sangue real, decidiram casar Talaxio com uma de nós. Infelizmente deram-lhe a liberdade de escolher e ele escolheu-me a mim. Se fosse como manda a lei, teria sido a minha irmã mais velha, Alana.... O acordo é inquebrável e embora ele seja, sem dúvida, muito bonito, eu não sinto nada por ele. “Ao contrário do que acontece contigo.” – Draco olhou para ela durante alguns segundos.

- Então... tu não gostas dele? – o alivio e a esperança estavam misturados com as palavras. Quase imperceptíveis, mas estavam lá. A sereia acenou afirmativamente com a cabeça. Era incrível! Ainda nem há dois minutos a dor que sentia no coração era imensa e insuportável. Agora, este, batia outra vez desenfreadamente. “Ainda há uma chance! Pequena mas ainda há.” Sim, havia sempre a hipótese de uma segunda rejeição, mas o seu coração exigia-lhe que se mantivesse esperançado.
arrow_back Previous

Age Verification Required

This website contains adult content. You must be 18 years or older to access this site.

Are you 18 years of age or older?

Need Help? Click Here or Try Again